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Não dois (2009)

Realização

Teatro Inominável e Universidade Federal do Rio de Janeiro

Ano de estreia

Um par que chegou ao esgotamento de sua relação: Ele e Ela. A violência sexual do homem e sua dependência física e intelectual frente à mulher que, na situação de vítima, encontra refúgio em sua própria força psíquica. A vítima é destruída fisicamente, mas o torturador não consegue se apoderar da sua palavra. O silêncio – ou, o não-reconhecimento – é a forma pela qual a vítima destrói o torturador.
Espetáculo teatral a partir da dramaturgia "Paso de dos" do argentino Eduardo Pavlovsky, com direção de Diogo Liberano e atuação de Dan Marins e Natássia Vello. Estreou em 2 de dezembro de 2009 realizando três apresentações na Amostra Grátis 2009 da Graduação em Artes Cênicas: Direção Teatral da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em seguida, realizou temporadas na cidade do Rio de Janeiro, além de participações em festivais e mostras teatrais, sendo o primeiro espetáculo da companhia carioca Teatro Inominável.

DEPOIMENTOS
Com um texto contundente, “Não Dois” segue num fôlego só, capta o público imediatamente, o mantém atento numa tensão provocante com uma estética atraente e com atuações precisas.
– Jô Bilac, dramaturgo.
Uma mulher enraizada de costas, de noiva, presa no seu próprio desejo. Em contraponto uma forte presença masculina que fala e fala num pensamento contínuo, também preso a esse desejo. Uma coreografia de ações físicas dá conta do encontro desses desejos. Penso nas minhas relações, nas diferenças do feminino e do masculino, penso no que é comum, em como mulher e homem são seres bonitos, frágeis. O drama do humano prevalece. Ponto para Diogo, o que na minha humilde opinião faz o teatro valer a pena. O que mudam são as escolhas estéticas, nesse caso belas.
– Bel Garcia, atriz e diretora.
Sem apelar para os cânones desconstrutivistas da contemporaneidade, Liberano confia no texto e através de um jogo entre os atores-personagens (“Ele” e “Ela”), um desenho surpreendente de luz, um uso econômico e ao mesmo tempo transgressor dos objetos ressalta o vigor de um diálogo, cuja narrativa se constrói com o assentimento da plateia. Somos convidados a desvelar juntos o sistema que une e impossibilita aquele par. Em cena, ótimos atores realizam com precisão a ambiguidade necessária a cena, ora crua, violenta, ora onírica, quase fantasmagórica.
– Marina Vianna, atriz e diretora.
Com dramaturgia vertiginosa e potente do argentino Eduardo Pavlovsky, “Não Dois” conta com uma direção vigorosa e imersa nas vísceras de um relacionamento já em decomposição, conduzindo bem olhar do espectador e se utilizando do espaço cênico com inteligência e delicadeza. O elenco se apropria com força e precisão, compondo com cuidado o mosaico de (res)sentimentos. Contundente e provocador.
– Viniciús Arneiro, diretor.

EQUIPE DE CRIAÇÃO
Da dramaturgia “Paso de Dos” de Eduardo Pavlovsky | Tradução: Maria Angélica Keller de Almeida | Adaptação, cenário, direção, iluminação e produção: Diogo Liberano | Elenco: Dan Marins (Ele) e Natássia Vello (Ela) | Figurinos e visagismo: Júlia Marini | Orientação de direção: José Henrique Moreira e Marcellus Ferreira | Pesquisa cenográfica: Jéssica Baasch | Preparação vocal: Verônica Machado | Realização: Universidade Federal do Rio de Janeiro e Teatro Inominável

BLOG DO PROCESSO DE CRIAÇÃO
https://naodois.blogspot.com/


Dramaturgia para download

Release da estreia

2009

Programa de porta

Filmagem integral

do espetáculo

Fotografias

Leliane Peixoto e Diogo Liberano

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